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na hora da chuva
foi ontem, bem na hora da chuva torrencial. dois meninos, um de cabelo moicano, corte tipo radical, trajes meio ripongos, e outro magrinho de camisa branca e franja emo, entraram juntos na sala para fazer a inscrição para o processo seletivo da escola. quando saíram da sala, ficaram parados no corredor que dá para o patio interno, olhando a chuva que caia. sorriam muito e falavam baixo, super excitados. então, sem perceber que a porta de minha sala estava aberta e que eu os via, olharam cautelosamente para um lado, para outro, e daí por uns breves instantes beijaram-se apaixonadamente. terminado o beijo, seguraram ternamente o rosto um do outro entre as mãos. daí chegou uma moça gordinha, cabelos ruivos, que também havia acabado de fazer a inscrição. foram embora os três, felizes da vida. fiquei pensando na cena, pensando na escola que estamos construindo, nos meninos que saudaram sua inscrição com um beijo apaixonado, mas discreto, pensando que não eram vistos. me senti estranhamente comovido pelo que ocorreu ali no corredor, na frente da minha sala.
Escrito por alberto guzik às 11h48
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o candidato magrelo
o candidato magrelo, usando boné vermelho e camiseta vermelha de manga comprida sob uma camiseta branca de manga curta, ao entrar na sala de inscrições para o processo seletivo da sp escola de teatro, exclama: "que o espírito de charles chaplin esteja entre nós".
Escrito por alberto guzik às 11h14
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As inscrições foram prorrogadas até 10/12!
INSCRIÇÕES ABERTAS

Escrito por alberto guzik às 08h17
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e...
e a chuva de ontem e os estragos que causou, e o mensalão de brasília, e os miles de soldados que o presidente obama vai mandar para o afeganistão, e o natal que está chegando, e o reveillon que está chegando, e o mensalão de brasília, e o dinheiro nas meias, nas cuecas, nas calcinhas, e o aumento do iptu, e a imundície da cidade, e o ano eleitoral, e o mensalão de brasília. carai. tem dias nos quais eu gostaria de não pensar. de ser apenas. uma planta ou um gato.
Escrito por alberto guzik às 08h06
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CFA
releio caio fernando. desta vez, "melhores contos", ótima antologia lançada em 2006 pela global, organização e prefácio do competentíssimo professor carioca marcelo secron bessa. algumas das melhores histórias criadas pelo autor gaúcho estão na antologia. "sargento garcia", "morangos mofados", "corujas", entre outras. caio fernando é perene. com o tempo, seus escritos ganham mais densidade, mais dimensões. é um escritor superlativo que nos carrega para dentro das suas fábulas e as cria de tal forma que, depois de lidas, elas nos impregnam.
Escrito por alberto guzik às 08h00
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Caio Fernando Abreu, fragmento de "O Destino Desfolhou"
"Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema - um dos problemas, porque havia outros, bem mais graves -, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras. Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se - não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais tarde, tentaria lembrar-se de Como Tudo Começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente. Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se por Beatriz."
Escrito por alberto guzik às 18h42
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trim trim
dezenas, centenas, milhares de telefonemas, com as dúvidas mais fascinantes.
Escrito por alberto guzik às 12h57
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Hoje é Dia do Samba!
PELO TELEFONE foi o primeiro samba, atribuido a Donga e Mauro de Almeida, gravado por Bahiano em 1916. Aí vai um trechinho da letra: "O Chefe da Folia Pelo telefone manda lhe avisar Que com alegria Não se questione para se brincar Ai, ai, ai É deixar mágoas pra trás, ó rapaz Ai, ai, ai Fica triste se és capaz e verás Tomara que tu apanhe Pra não tornar fazer isso Tirar amores dos outros Depois fazer teu feitiço"
Escrito por alberto guzik às 21h14
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nunca
em seis décadas e tanto de vida, sempre trabalhei muito. sou workaholic. por isso fiz tanta coisa. mas nunca nunca trabalhei tanto como agora. evoé!
Escrito por alberto guzik às 21h00
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emoções
emoções aos montes. estamos enlouquecidos de trabalho. e de sentimentos. o contato com os candidatos é fascinante, muitas vezes dilacerante. comove e envolve. a gente acaba de certa forma torcendo por todos os que querem cursar a sp escola de teatro. gente muito jovem, gente muito velha, meninos e meninas todos apaixonados pelo projeto, assim como nós. depois conto mais. muitas histórias. evoè!
Escrito por alberto guzik às 17h12
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Das "Meditações" de Marco Aurélio
"Mesmo se toda a Humanidade duvidar que vives com singeleza, modéstia e bons sentimentos, não te desvies da estrada que leva ao termo da vida, aonde cumpre chegar puro, sereno, sem constrangimento, e com a barba limpa de quaisquer traços de sopa de ervilha." "Não se é menos culpado não fazendo o que se deve fazer do que fazendo o que não se deve fazer "
Escrito por alberto guzik às 08h24
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alturas
tem gente que nasceu pra mudar o mundo. e de muitas maneiras consegue. eu os admiro, venero e até de certa forma invejo. mas sei que não almejo tanto. meus objetivos são infinitamente menores e mais modestos. quero apenas fazer alguma diferença para algumas pessoas, tocar alguma gente com o que me tem sido dado ver e viver e sentir. se atingir isso já me dou por muito satisfeito.
Escrito por alberto guzik às 19h55
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Caetano Veloso
"É de manhã É de madrugada, é de manhã Não sei mais de nada, é de manhã Vou ver meu amor
É de manhã Vou ver minha amada, é de manhã Flor da madrugada, é de manhã Vou ver minha flor
Vou pela estrada E cada estrela é uma flor
Mas a flor amada é mais que a madrugada E foi por ela que o galo cocorocô..."
Escrito por alberto guzik às 09h40
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madrugada em sumpaulo
acordei cedo demais hoje. quatro e meia da manhã pulei da cama. precisava estar às seis na escola. para participar de um link ao vivo no bom dia são paulo, da globo. pra falar sobre a escola, o processo seletivo, as inscrições. saí de casa às cinco e meia. boa parte da cidade ainda dormia. fazia um tempo tão agradável! ao contrário do calor absurdo que tem arrasado conosco nos últimos dias, soprava um ventinho delicioso. eu vim para o brás em menos de 10 minutos. sim, da paulista até o brás em menos de 10 minutos. foi delicioso. a cidade neste horário é mágica. vazia, mas cheia de gente acordando. uma luz de mistério, de sonho, paira pelas ruas. cheguei aqui a tempo de participar do link da globo. estava meio desencontrado na frente da câmera, mas acho que não me saí mal. aventuras que a escola proporciona. me tornei um madrugador! mais do que já era. e fiquei apaixonado por essa são paulo madrugadeira, estranha, bela, veloz, bem diferente da cidade barulhenta, caótica, histérica, com que me deparo na manhã daqui do brás. uma são paulo que eu amo também, mas com a qual é bem mais difícil conviver.
Escrito por alberto guzik às 09h25
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hein?
guardam dinheiro na cueca e nas meias, no rego e debaixo do saco. e depois dizem que é pra comprar panetone pros pobres. panetone pros pobres! sei, sei. tá bom. agora podem contar outra. podem contar, por exemplo, até onde vai essa imensa e escrota cara de pau.
Escrito por alberto guzik às 08h27
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