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os dias e as horas - blog do alberto guzik


corinthians 3x2 crb

tou feliz. vai daí que deu coringão na abertura da série b. não conhecia o oponente nem vi o jogo. li que era um time fraco e em crise. mesmo assim leio agora na "folha on line" que o crb deu um susto no timão e empatou quando estava perdendo. o corinthians teve que suar a camisa pra ganhar. ainda bem que conseguiu. descubro que aqui no prédio tem um monte de corinthiano.

Escrito por alberto guzik às 18h46
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A crítica de "A Noiva" no Estadão

Salto de qualidade abre segunda fase de Direções

Com direção de Rodolfo García Vázquez e texto de Ivam Cabral, A Noiva será exibido amanhã, às 23 horas na TV Cultura, abrindo segunda série de teleteatros

por Beth Néspoli

História singela - uma menina do interior persegue o sonho de casar vestida de noiva - tratada com profundidade e delicadeza, com boas atuações e ângulos de câmera bem sacados. As muitas tomadas externas resultam em imagens não só bonitas como dramaticamente densas e expressivas. O teleteatro A Noiva, que vai o ar amanhã, às 23 horas, na TV Cultura, poderia ser exibido em qualquer rede de televisão nacional, em horário nobre, e tem potencial para agradar ao grande público. Mas só poderia ter sido criado na TV Cultura e por um motivo simples: é fruto de um projeto de risco - a série de teledramaturgia Direções, realizada em parceria com a TV Sesc.

Houvesse a obrigação de acertar - criar um produto ''de olho'' no ibope - e não teria ido ao ar a primeira fase da série, que reuniu, ano passado, 16 diretores teatrais da cidade. Eles criaram ficções de meia hora, exibidas com um making of, agora retirado, para aumentar a duração das histórias. Não houvesse a liberdade de experimentar, não se veria o evidente salto de qualidade no trabalho de Rodolfo García Vázquez, diretor do grupo Os Satyros, responsável pela criação de A Noiva, que tem texto de Ivam Cabral.

Vázquez havia participado da primeira fase com O Vento nas Janelas, que tinha a qualidade esperada por quem acompanha o trabalho da companhia. Desta vez, surpreende, a equipe se supera. Atriz dos Satyros, Cléo de Páris é a protagonista, ''a noiva'', e tem atuação introjetada, plenamente adequada à linguagem da televisão, em contracena com o experiente ator Gero Camilo. Norival Rizzo e Bárbara Bruno estão entre os atores ''convidados'' que se unem a outros do grupo, como Silvanah Santos.

Fruto da parceria entre a Fundação Padre Anchieta e o Sesc São Paulo, Direções confirma a importância das TVs públicas não voltadas para o mercado. Na primeira fase, como seria de se esperar, o resultado apresentou altos e baixos. Em entrevistas ao Estado, a maioria dos criadores externou o desejo de, terminada a experiência, reiniciá-la imediatamente, para aprimorá-la a partir da instrumentalização adquirida.

Mais uma vez, Os Satyros abrem a segunda fase da série, da qual participam oito diretores selecionados da primeira. São eles: André Garolli, A Longa Viagem; Bete Dorgam, Uma Escada para a Lua; Débora Dubois, O Homem do Saco; Eduardo Tolentino, O Telescópio; Georgette Fadel, Vou-me; Maucir Campanholi, Crepúsculo, e Samir Yazbeck, O Fingidor.

Talvez nem todos alcancem o salto de qualidade de A Noiva. Não importa. Segundo Paulo Markun, presidente da Fundação Paulo Anchieta, o projeto ''se inspira no bom teatro, capaz de inovar, pesquisar e romper padrões''. Ruptura é é algo que surge de tempo em tempos e pede bases sólidas - adquiridas com aprimoramento constante. Só assim brota a renovação. Tomara que Direções não perca de vista seus objetivos iniciais, a liberdade de experimentar.

Fonte: O Estado de S.Paulo, 10 de maio de 2008.



Escrito por alberto guzik às 18h31
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a diva e o fã

e daí que hoje à tarde, ao sair da aula, deixando o shopping, encontro uma das divas da minha vida, marilena ansaldi. bailarina, atriz, pioneira nos territórios da dança/teatro, marilena deixou uma marca forte nas artes cênicas brasileiras antes de se retirar de cena, já vai pra quase vinte anos, se não me engano. a artista marilena, elegante, altiva, eu conheço desde a minha adolescência. e quando era um jovem professor, conheci-a de perto. ela estava casada com sábato magaldi numa época em que eu, por conta de meu trabalho na universidade de são paulo, convivi com bastante intimidade com o grande crítico. ela se separou de sábato e continuamos a nos ver, por conta de seu trabalho. e também porque, durante um período, ela morou no mesmo prédio do centro em que reside minha mãe. daí marilena deixou o palco, escreveu livro, aposentou-se, retornou aos palcos nos últimos dois anos com duas montagens elogiadíssimas. é uma figura chique. hoje está de preto, um casacão de lã leve. cabelos em coque, rosto expressivo com muito pouca maquiagem e uma confortável convivência com as marcas da idade. ela traz na coleira sua cachorrinha, pequena, peluda, pelos escuros. não um poodle. marilena jamais teria um poodle. belinha, bebé para os intimos, exclama marilena, dramática, me apresenta a cachorrinha, que cheira os dedos que estendo pra ela. belinha vai comprar um presente para a mamãe, informa marilena. nos abraçamos, marilena e eu. eu digo que gosto muito dela. e ela diz: 'ah, que saudade das nossas vidas!" entendo perfeitamente o que ela expressa. também sinto saudades das nossas vidas. o presente está ótimo, cheio de atividades, de sofrimentos, de criação, de realizações. mas que saudade daquele momento e que o futuro ainda não tinha chegado e tanta coisa havia ainda por acontecer! beijo marilena. ela pergunta dos satyros, sabe do trabalho que estamos fazendo lá e o elogia. eu a convido pra ir ver a gente. gostaria que ela visse "vestido de noiva", com que voltamos ao cartaz no dia 4 de julho, no centro cultural são paulo. vou ver se consigo armar um esquema para levar minha querida dama ao teatro. de novo nos abraçamos e nos separamos. com a certeza de que o próximo encontro, sabe deus dentro de quantos meses, será igualmente carinhoso, gentil, terno. eis uma mulher de quem eu sou fã, marilena ansaldi!

Escrito por alberto guzik às 15h23
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Schopenhauer

"Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: apenas repetimos seu processo mental, do mesmo modo que um estudante, ao aprender a escrever, refaz com a pena os traços que seu professor fizera a lápis. Quando lemos, somos dispensados em grande parte do trabalho de pensar. É por isso que sentimos um alívio ao passarmos da ocupação com nossos próprios pensamentos para a leitura. No entanto, a nossa cabeça é, durante a leitura, apenas uma arena de pensamentos alheios. Quando eles se retiram, o que resta? Em conseqüência disso, quem lê muito e quase o dia todo, mas nos intervalos passa o tempo sem pensar nada, perde gradativamente a capacidade de pensar por si mesmo - como alguém que, de tanto cavalgar, acabasse desaprendendo a andar. Mas é este o caso de muitos eruditos: leram até ficarem burros."

Escrito por alberto guzik às 10h46
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Emily Dickinson

"Creio que é de água a raiz do vento, / Pois não soaria tão profundo / Se produzido pelo firmamento; / Os ares não contêm oceanos / Ou entonações mediterrâneas - / Mas, para o ouvido da corrente, / Há uma convicção marítima / Na atmosfera, por dentro - " (tradução de Ivo Bender)

Escrito por alberto guzik às 17h19
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'milênio'

há um ano estava com o livro na mão sem abrir. agora abri e não consigo parar. 'milênio', de manuel vázquez montalbán. edição da companhia das letras. o protagonista é o detetive pepe carvalho, gourmet e leitor que tem como hobby queimar livros. justo esse queimador de livros vive em 'milênio' uma aventura ao redor do mundo, muito nos moldes da 'volta ao mundo' de julio verne, e carvalho e seu ajudante, biscuter, partem usando como pseudônimos bouvard e pécuchet, os nomes dos protagonistas do último romance de gustave flaubert. ou seja, temos aí um queimador de livros que vive a mais livresca das vidas. acusado de assassinato, carvalho é obrigado a fugir de sua barcelona natal para provar a inocência. isso lhe permite viajar ao redor do mundo e olhar mara ele com sua visão ácida e crítica. estou bem no começo, mas já vi que vai ser do tipo que não conseguirei largar. só me pergunto por que demorei tanto pra começar.

Escrito por alberto guzik às 12h18
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leque de formas

rolou hoje mais uma reunião do projeto dos sonhos. está andando. em breve será possivel mostrar um pouco da cara dele. está tomando forma. mais de uma forma, aliás. um leque delas.

Escrito por alberto guzik às 12h11
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engraçado como certas fichas caem aos poucos. acho que ontem pela primeira vez entendi perfeitamente bem, sem qualquer dúvida, o sentido de uma pergunta lançada por hamlet no meio do "ser ou não ser". o principe indaga, entre outras coisas, na poderosa tradução de millôr fernandes:

"Quem suportaria... o achincalhe que o mérito paciente recebe dos inúteis, podendo ele próprio encontrar seu repouso com um simples punhal?"

com bastante sinceridade reconheço que não tenho lá muitos méritos e nem, geminiano, sou portador de grandes doses de paciência. mas as vezes a gente se vê em situações, como uma que vivi na noite de ontem, que fazem a frase hamletiana ganhar absoluto sentido. são momentos de vida em que dá vontade de sumir. mas que ninguém se preocupe. hoje tudo ficou mais claro, e mesmo que não tivesse ficado, não faz meu tipo ir atrás de um punhal.



Escrito por alberto guzik às 08h41
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"Divinas": só mais duas sessões. E a estréia da Noiva!

Quem quiser ver ou rever "Divinas Palavras" vai ter que correr. Serão só mais duas sessões, amanhã e domingo. No sabado não haverá função. Iremos todos pra Pirapora do Bom Jesus, onde foi gravado o teleteatro "A Noiva", roteiro de Ivam Cabral que Rodolfo García Vázquez dirigiu. No sábado, lá em Pirapora, como homenagem da equipe à cidade que serviu de cenário, "A Noiva" será exibido numa sessão especial às 19h, na Casa do Samba, reunindo equipe, figurantes e atores que participaram do teleteatro. Depois da exibição do programa, teremos confraternização, coquetel, essas coisas. "A Noiva" irá ao ar pela TV Cultura no domingo, dia 11, às 23h. E nesse dia, final do Dia das Mães, como festa pouca é bobagem, depois da última sessão de "Divinas", será armado um telão no Satyros 1 para quem quiser acompanhar conosco a primeira transmissão pública do teleteatro. Evoé. E saudades antecipadas do Pedro Gailo. Adiós, compañero!

Escrito por alberto guzik às 17h26
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o meu maio

NÃO CONSIGO LEMBRAR QUE RAIOS EU ESTAVA FAZENDO EM MAIO DE 1968. SEI QUE JÁ ESTAVA FORMADO NA EAD E NA FACULDADE DE DIREITO. MAS O QUE É QUE EU FAZIA? ACHO QUE DAVA AULA, MAS NÃO TENHO CERTEZA. O QUE SEI É QUE NÃO ESTAVA NAS BARRICADAS DE PARIS, QUE ACOMPANHEI DAQUI, DE LONGE, ENCANTADO. A PRIMEIRA VEZ QUE FUI A PARIS, ANOS DEPOIS, FIZ UM PASSEIO PELO QUARTIER LATIN  E CERCANIAS, E UM GUIA QUE MARCHAVA COM O GRUPO MOSTRAVA AS RUAS EM QUE O ENFRENTAMENTO ESTUDANTES/AUTORIDADES SE DEU. MUITA GENTE FOTOGRAFAVA. SERÁ QUE SABIAM O QUE ESTAVAM FOTOGRAFANDO. O MAIO DE 68 JÁ TINHA VIRADO ATRAÇÃO TURISTICA. AFF! 

Escrito por alberto guzik às 09h27
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Rimbaud

Foi enfim achada.

Que? a eternidade,

É o mar

            Ao sol.

                         (tradução de Paulo Hecker F.°)



Escrito por alberto guzik às 09h12
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caminho de pedras

continuo arrancando de dentro de mim, a fórceps, cada palavra do livro novo. anda muito devagar. mas anda. não consigo abandonar esse personagem. o processo ainda não passou daquele ponto sem retorno, a partir do qual o trabalho só faz crescer. a narrativa ainda está em uma fase oscilante. pode morrer se eu não cuidar. uma parte da memória do meu hd é um cemitério de livros e peças abortados. não tenho coragem de apagar, mas sei que nunca vou voltar a eles. não quero que isso aconteça com o livro novo. é um personagem e umna história que quero pilotar até o fim.

Escrito por alberto guzik às 09h06
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Vaqueiro

fui ontem assistir ao "romance do vaqueiro voador", do paraibano manfredo caldas. o filme tem uma participação super-expressiva do ator luís carlos vasconcelos. o que essa tropa paraibana narra é a saga dos milhares de nordestinos que saíram de suas casas e cidades para participar, em fins dos anos 50, da construção de brasília. o filme expõe a falta de segurança dos trabalhadores, as péssimas condições em que exerciam seu ofício. "o romance do vaqueiro" se estrutura na forma de uma rapsódia onde as vozes e imagens de trabalhadores se superpõem para formar o retrato do vaqueiro do título. a presença de vasconcelos no elenco e o enstusiasmo de luís carlos merten, crítico do caderno 2, me chamaram a atenção pro filme. fiquei atento. daí o 'vaqueiro' entrou em cartaz. quase ninguém mais além do merten falou do filme. no guia da folha está sem cotação. não pude ir logo. em pouco tempo o 'romance' sumiu. está escondido em um único horário, numa única sala no arteplex. daí consegui ir ontem, depois das aulas. vi um filmaço. um poema de joão bosco bezerra bonfim dito por vasconcelos estrutura a narrativa. o filme remete também a, e acho que usa imagens de, um curta que eu não conheço, de vladimir carvalho, "brasília segundo feldman". também há cenas de telejornais da época da construção da cidade. e as apaixonantes e terríveis histórias evocadas pelos homens que construíram a cidade há há 50 anos. tudo isso se embaralha no "romance do vaqueiro", e o resultado é contundente. a violência do erguimento da cidade, que devastou uma imensa porção de cerrado, e cobrou um alto preço em vidas humanas, é exposta no filme de caldas de uma forma tão intensa que nos acompanha depois da sessão. os relatos das mortes, de corpos que desabavam do 28, que suponho ser o vigésimo oitavo andar de uma construção, e da revolta dos candangos provocada pela péssima qualidade da comida, episódio que teria terminado em um massacre com dezenas de mortos, são contadas de forma pungente. com muita habilidade que o diretor dispoõe esse material na obra. o mérito também é do roteirista, que eu não lembro o nome. "o romance" ganha alturas com a presença poderosa de vasconcelos, ator de intensos e variados recursos, que ele emprega aqui com toda sabedoria. é um documentário dramático e poderoso, que precisa ser visto. saí do cinema emocionado, perturbado. só uma coisa: quem quiser ver tem que correr. na sessão a que fui ontem estavam além de mim mais cinco pessoas, uma delas o evaldo mocarzel.

Escrito por alberto guzik às 19h10
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corinthians 2x1 são caetano

e não é que o timão ganhou do seu algoz? penou, mas ganhou.

Escrito por alberto guzik às 12h35
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Bernardo Soares

"As coisas sonhadas só têm o lado de cá... Nâo se lhes pode ver o outro lado... Não se pode andar à roda delas... O mal das coisas da vida é que as podemos ir olhando por todos os lados... As coisas do sonho só têm o lado que vemos... Têm amores só puros, como os das nossas almas."

Escrito por alberto guzik às 11h36
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Textos do Sergio Roveri

A cada dia Sérgio Roveri escreve melhor. Hoje à tardinha encontrei Evaldo Mocarzel no cinema. Fui ver um documentário, e ele, documentarista que é, estava lá. Na saída, falamos de uma coisa e de outra, dos documentários que ele está fazendo com os Satyros, etc. E daí, na hora de nos despedirmos, ele conta que foi ver "O Caminho para Meca", peça do Athol Fugard, com Cleide Yáconnis. E diz que ficou comovidíssimo com um texto do Roveri, que apresenta a exposição de fotos da Lenise Pinheiro exibidas na ante-sala do teatro. Pois bem, entrei agora no blog do Sérgio e leio um texto chamado "Iracema", em que ele lembra de uma vizinha que queria ser cantora. Isso em 1972. Estou até agora com um nó na garganta. Entrem lá e leiam. Esse meu amigo tá escrevendo cada vez melhor. E olhem que eu digo isso há anos, e é sempre a pura verdade. Vão lá conferir e depois me digam se estou exagerando.

Escrito por alberto guzik às 21h04
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caio fernando

"O que eles deixaram foram esses três postulados: importante é a luz, mesmo quando consome; a cinza é mais digna que a matéria intacta e a salvação é apenas daqueles que aceitarem a loucura escorrendo em suas veias."

                                                                                       "Eles"/"O Ovo Apunhalado



Escrito por alberto guzik às 09h12
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dia e cena

outro dia corrido demais, sô.

fui.

mas antes rapidinho conto que meus alunos mais adiantados estão preparando o trabalho final do curso com uma cena do 'hamlet' que eles escolhem, dirigem e apresentam. de supetão, sem combinar, a cláudia e a flávia, que já tinham apresentado suas cenas, decidiram tentar uma outra coisa. e propuseram a cena dos coveiros , do começo do quinto ato. leram o texto com sotaque mineiro, como se fossem dois capiaus tendo aquela filosófica e engraçada conversa sobre o suicídio! ficou delicioso. é muito bom ver gente legal se preparando pro ofício. e minhas classes, este ano, na escola de atores, estão todas assim.



Escrito por alberto guzik às 09h10
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fui

dia de correria. com direito até a mais uma reunião do projeto do sonhos. fui...

Escrito por alberto guzik às 08h45
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William Blake

"Se o leão seguisse os conselhos da raposa, seria astuto."

"A ave, um ninho; a aranha, uma teia; o homem, a amizade."

(tradução de Alberto Marsicano)

 



Escrito por alberto guzik às 08h42
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estréia da "noiva"

venho aqui super feliz anunciar a estréia de "a noiva". mais uma vez, os satyros vão abrir o projeto direções, da tevê cultura. foi assim com '"vento nas janelas". olhaí o release da "noiva" aí em baixo. a estréia será no próximo domingo, dia da última sessão de "divinas palavras". eu participo do teleteatro emprestando minha voz ao invisível locutor da rádio educadora do norte velho do paraná (adoro esse nome). quem já viu em primeira mão diz que ficou muito bacana. estou curiosíssimo. e desta vez vou ver na estréia, não meses depois. ueba!

"A NOIVA" - ESTRÉIA – DOMINGO, DIA 11, ÀS 23h – DIREÇÕES

A TV Cultura e o SESCTV renovam a parceria para a realização da segunda fase do programa Direções, que estréia no dia 11 de maio (domingo), às 23h. O projeto reúne a experiência da TV Cultura, que já na década de 70 inovou com a produção da série Teatro 2, e a tradição em pesquisa teatral, desenvolvida pelo SESC São Paulo. O teleteatro "A Noiva", de Ivam Cabral, com direção de Rodolfo Garcia Vázquez, marca a estréia da nova fase do Direções. O texto, escrito especialmente para o projeto, conta as aventuras e desventuras de Maria, moça interiorana de origem evangélica que faz tudo para perseguir o maior sonho de sua vida: casar-se vestida de noiva. A trilha sonora, criada por Ivam Cabral e pelo maestro Marcello Amalfi, traz Zeca Baleiro interpretando "João". A cantora Alaíde Costa canta "Meu nome é Maria" e o ator Gero Camilo mostra seu talento em "O Dote". No elenco, Cléo De Páris, Gero Camilo, Gabriela Rabelo, Bárbara Bruno, Norival Rizzo e Silvanah Santos, entre outros.



Escrito por alberto guzik às 19h43
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sessão cancelada

venho aqui tristíssimo avisar que foi cancelada a sessão deste domingo de "divinas palavras". o laerte késsimos, que interpreta miguelin, está bem doente. e sem ele não tem como fazer o espetáculo. é muito ruim ter que cancelar. ainda mais quando a gente está se despedindo da montagem. minha vontade é saborear "divinas" até o último momento possível. pra nunca mais esquecer. mas enfim, é isso. hoje não vai ter.



Escrito por alberto guzik às 19h36
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palmeiras 5x0 ponte

a macaca não deu pro gasto. o verdão fez 4 a 0. e um jogador da ponte marcou contra. (acho que o cara fica querendo se matar, né?) o haroldo certamente tá feliz. e o ivam também. a cena dos porcos em "divinas", o momento mais cruel da montagem, hoje bem que podia ser despida da sua crueldade e dedicada ao verdão, que papou o campeonato.



Escrito por alberto guzik às 18h50
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Rimbaud toujours

"Decididamente, estamos fora do mundo. Mais nenhum som. Meu tato sumiu. Ah! meu castelo, minha Saxe, meu bosque de salgueiros. As tardes, as manhãs, as noites, os dias. Estou ali!

"Deveria ter meu inferno pela colera, meu inferno pelo orgulho - e o inferno da carícia; um concerto de infernos." "Noite do Inferno", tradução de Paulo Hecker F.°



Escrito por alberto guzik às 11h27
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A dor da vida. O prazer do palco

Leio no blog do Gerald Thomas sobre a morte de Hanon Reznikov, companheiro de Judith Malina por décadas. Malina, para quem não sabe, é a alma do Living Theatre, o grupo pioneiro que criou revoluções cênicas por onde passou, inclusive no Brasil. Julian Beck, o marido de Judith, que fundou com ela o Living, morreu há década e meia, de câncer. Gerald expressa no seu texto a dor que não tem palavras. Dizer que "A vida é uma merda" expressa o desalento, a revolta? Não, não expressa. Ou expressa, mas de uma maneira muito diluída. No concreto do existir, as perdas doem em terrenos secretos do ser, de um jeito sem nome. As perdas são muitas e cotidianas. Intensificaram-se nesses últimos anos, é a impressão que tenho. E nunca se sabe o que dizer. A dor na maior parte das vezes não tem palavras.

Para contrapor a essa dor, penso no prazer do palco. O exercício do teatro é sagrado. E são pessoas muito especiais as que o praticam. Estamos terminando a temporada de "Divinas". E me comove ver o Daniel, pouco antes do início da sessão deste sábado, dando toques pra Marba sobre o jeito de interpretar uma fala, que é importante, mas que ela metralha a ponto de ninguém entender. Fico impressionado por perceber novas intensidades, novas buscas em todo mundo. O Penna criou um personagem que só é visto por quem está nos bastidores. O Laerte desenha movimentos de um jeito que jamais tinha feito. Nora a cada dia descobre uma nova intensidade na sua maravilhosa Marica, e nossas cenas juntos são muito, mas muito prazerosas. Ivam se aprofunda não só no Laureano como no narrador que conclui a peça. Tem um único momento em que contracenamos na montagem, ele de Laureano, eu de Pedro Gailo, e toda vez saio dessa pequena cena tremendamente comovido. Silvanah desenha os muxoxos felinos de Mari Gaila com ousadia, e o personagem cresce a cada apresentação. Sei lá, percebo que observei pequenas invenções, pequenos gestos, em todo mundo. Maria Ana tem uma gana de estar em cena que eu admiro. Adoro ver como a Cléo adensou sua Simoninha durante a temporada. Contracenar com ela é uma delícia. Fico pasmo ao sacar o capricho com que o Ricardo, nosso assistente de cena, ajeita a capa da Ângela pra ela entrar no palco. Gosto de perceber as diferenças entre o Cachorro do Dani e o do Tiago, que se revezam no papel. Phedra a cada sessão nos brinda com surpresas. A oito dias do final da temporada, o elenco todo está mantendo vivo o espetáculo. O oposto do que faria uma trupe burocrática. A gente vai até o último dia sustentando o tesão, mexendo, alterando, descobrindo coisas. Esse é o prazer do palco. Ver o tônus, a seiva, pulsando. Os meus quatro anos de Satyros tem sido sempre assim. Essa é das muitas razões pelas quais eu amo essa companhia e escolhi estar nela.



Escrito por alberto guzik às 00h52
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