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os dias e as horas - blog do alberto guzik


devaneio

penso em um mundo fraterno e pacífico. em um mundo que em minha casa me ensinaram a desejar. e me sinto um bestalhão por ter suposto um dia que a fraternidade e o pacifísmo seriam possíveis. leram hoje o blog do gerald? seu texto sobre o significado bloody das olimpíadas chinesas é tão agudo que dói. e vem seguido por seu texto sobre o livro de ruy castro "ela é carioca", publicado em 1999, em que thomas rebate a infâmia lançada por castro, que afirmava no volume que sua avó era amiga de hitler, um texto lúcido no último. e profético. anteviu tempos de banalidade e leviandade que desabrocham plenos agora. enquanto isso na geórgia, no iraque, na palestina/israel... devaneio. porque a gente acredita no poder do devaneio?  talvez pra tornar a vida um pouquinho tolerável. mas o preço que se paga em desencanto é tão imenso!

Escrito por alberto guzik às 19h38
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Cazuza

"grande pátria desimportante, / em meio instante eu vou te trair."

Escrito por alberto guzik às 12h20
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Mais sobre o curso de Bufão. Taí o recado!

Agradeço muito por estar divulgando o workshop, me chama a atenção que o Bufão não é uma técnica muito conhecida aqui em São Paulo. De fato, vai rolar mesmo. Eu que estou fazendo a seleção. Peço aos interessados que se liguem, pois as vagas são limitadas. Enviem CV para nicomonasterio@yahoo.com.br ou liguem para (11)74362205. Abraço. Nicolás Monasterio |  09/08/2008 10:20


Escrito por alberto guzik às 11h38
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Gerald Thomas, Olimpíadas e perda

Meu amigo Gerald não vai deixar por menos. Em seu blog hoje ele promete que em breve estará lá o texto no qual vai analisar as Olimpíadas de Pequim, sua abertura espetaculosa, e a relação do mundo com a "festa". É o texto que estou esperando. Entrem no blog do Jerry e vejam por onde ele começa a desenhar sua reflexão. Virá chumbo grosso aí. O artista está também ferido pelos dois anos da morte de sua mãe, completados agora. Toda fraternidade e pouca em tais mometos. Lanço daqui para ele meu aceno afetuoso.

Escrito por alberto guzik às 11h28
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Uma sala vista pelo espelho por Virginia Woolf

"Ninguém deveria deixar espelhos pendurados em casa, assim como não se devem deixar abertos talões de cheques ou cartas que confessem algum crime horroroso. Era impossível não olhar, naquela tarde de verão, no grande espelho que havia no vestíbulo, pendurado para fora. Pura combinação do acaso. Da profundeza do sofá da sala de visitas, podiam-se ver não só, refletidos no espelho italiano, a mesa de tampo de mármore que estava em frente, mas também uma nesga do jardim além. Podia-se ver uma longa trilha de grama que se estendia entre muitas de flores altas até ser cortada em ângulo pela moldura dourada." "A Dama no Espelho/Contos Completos"

Escrito por alberto guzik às 11h20
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Tereza Freire: "Selvagem como o Vento"

"É isso: você é uma máquina de lavar roupas!!! E quando entra roupa demais, você pára de funcionar. Simples. Mas como eu fui me apaixonar por uma máquina de lavar roupas? Como? Como eu pude dar tantos anos da minha vida pra uma máquina de lavar roupas? Como pude ficar tão ausente de mim? Como?"

Escrito por alberto guzik às 11h13
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ganhei um presente

meu amado ivam cabral resolveu me dar de presente a preciosa edição dos 'contos completos' de virginia woof, que a cosar&naify lançou há três anos, em excelente tradução de leonarfo fróes, que também verteu para o português "um parque de diversões na cabeça", de lawrence ferlinghetti. fico feliz que nem criança. ivam é alguém muito especial, além de ser um grande artista. que eu saiba o livro estava esgotado. imagino bem a procedência deste volume. e fico mais contente e grato ainda. já mergulhei na leitura, porque acabei "sem sangue", que outro dia comento aqui. agora tenho que sair.



Escrito por alberto guzik às 14h03
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por que fiquei com medo desse show?

e daí que eu vi a abertura das olimpíadas. um pouco. com uma reunião no meio. vi a primeira parte e o final. os comentaristas no fim tavam dizendo que já acompanharam não sei quantas olimpíadas e nunca tinham presenciado coisa igual. concordo. das aberturas de olimpíadas que eu vi (meu tempo de vida já abarca 16 delas) pela tevê, e das quais lembro, foi realmente a mais monumental. o espetáculo teve direção de zhang yimou. steven spielberg colaborou com ele até fevereiro deste ano, quando deixou a função por conta de sua resistência à política (?) chinesa de direitos humanos. sem dúvida spielberg deixou uma marca na festa, antes de sair. mas quem viu "o clã das adagas voadoras", de yimou, com suas lutas coreográficas alucinantes e seu esplêndido jogo de cores matizadas ou contrastantes, já podia antecipar o que viria pela frente nesta abertura. toda a multimilenar cultura chinesa foi desfraldada de maneira mega-super no assustador ninho do pássaro, o estádio que parece saído de um cenário de pesadelo de filme expressionista. tudo muito incrível. números aparentemente improváveis, reunindo centenas de integrantes, executados de forma impecável. uma coreografia de cubos que nunca vou esquecer. e o que foi aquilo das roupas pontilhadas de leds que acendiam e apagavam em sincronia, formando figuras, ideogramas? e a pira olímpica acesa por um atleta voador? que espetacular, vão dizer. tudo isso me emociona? não. me assusta. grandioso demais, ostentoso demais, novo-rico demais. muito distante da elegância do tao, da sobriedade de confúcio (o que foi o "número" dedicado a ele? superproduzido e nada confuciano), da precisão dos ideogramas chineses. a cerimônia foi alimentada pelo espírito desse cinema sensacional que produz coisas como "o tigre e o dragão" e o "clã das adagas", proporcionando espetáculo em lugar de reflexão. mais uma abertura das olimpíadas da era do espetáculo. marketing. por que não acredito na promessa de paz que o show tanto exaltou ao longo da festa e em especial, na última coreografia, a das mãos transformadas em pombas? os excessos de brilho, de gente, de luz, desse show haverão de jogar purpurina nos olhos de muitos. eu mesmo me pilhei emocionado aqui e ali. estavam manipulando a gente direitinho. que show é esse que me faz ter medo dele? que espetáculo é esse onde vejo alguma coisa totalitária de que não gosto e que não quero pra mim? o que essa abertura quis dizer que eu não entendi, mas que me incomoda? espero ansiosamente uma leitura desse estranho show pelo meu ultralúcido amigo gerald thomas, e por outras cabeças pensantes que apareçam pra me esclarecer. mas juro que fiquei muito incomodado e com medo desse show.

Escrito por alberto guzik às 13h50
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longe

a gripe me fez ficar dias longe do livro novo. estou morrendo de vontade de retornar a ele. e isso vai rolar em breve, muito em breve, já que estou quase quase bom.

Escrito por alberto guzik às 09h05
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tocha

em meio à truculência e a uma gastança fantástica, com cenários que parecem saídos dos arquitetos de las vegas, começam as olimpíadas de pequim. a maquiagem que fizeram na cidade, para os jogos, impressiona. e amedronta. e agora, durante 16 dias, todos os críticos da política de direitos humanos na china serão paternalisticamente tratados e vistos com um pouco de maus olhos pela grande imprensa mundial que está em peso no extremo oriente para cobrir essa faraônica festa. é a sociedade do espetáculo mais uma vez dando as caras e as cartas. o que será que lao tse, o criador do taoísmo, diria disso tudo? enfim, abram caminho porque, querendo ou não, a tocha vem aí.

Escrito por alberto guzik às 09h04
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e mais

daqui a pouco, mais uma reunião do projeto dos sonhos.

Escrito por alberto guzik às 08h59
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ficha suja

e daí o supremo permitiu que os candidatos com ficha suja concorram às eleições. em nome do princípio de que todos são inocentes até que sejam condenados. nas condições em que a justiça brasileira é exercida, sabemos muito bem quantos culpados são de fato condenados por seus crimes. assim sendo... o que mais me aterra é que a decisão do supremo não me surpreende. eu não esperava por outra coisa.

Escrito por alberto guzik às 08h58
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bufão

tanta gente me conta que quer estudar palhaçaria e bufonaria, e eu nunca sei que curso indicar. não há muitos. mas hoje recebi este mail, que acho que vai interessar a uma porção de gente:

Vai rolar um Workshop Intensivo de Bufão com Daniela Carmona, uma  mestra gaúcha, super feeera, que está vindo a São Paulo. Será de 19 a 22 de Agosto, das 9h às 13h, no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (Rua 
Augusto de Miranda 786).

DANIELA CARMONA é diretora e atriz há 22 anos. Tem formação no DAD/UFRGS; Ecole Philippe Gaulier (Londres); Mimo Corporal  com Thomas Leabhart (Paris); Laban Centre(Londres). É fundadora da CIA DO GIRO e 
do TEATRO ESCOLA DE PORTO ALEGRE –  TEPA.



Escrito por alberto guzik às 18h13
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chuá

"que chuva, né?" mas não tou reclamando, não. depois dessa seca toda, só se eu fosse louco. mas é que no meio do temporal dessa tarde, lembrei dessa fala, que é a primeira da mocinha no cult "rock horror show", um dos musicais mais pirados, divertidos e sem pé nem cabeça que já foram feitos. talvez "o" mais. tem que ser falado com uma voz bem fininha e aguda. "que chuva, né?"

Escrito por alberto guzik às 17h29
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De Augusto Massi

SIESTA

"O sangue fluindo, / texto longínquo, / ritmos na sombra. // Sol latejando no escuro, / vulva do pensamento: / mar, mulheres, mormaço. / No edifício do verão / repousa o doce móbile / da mente: é só soprar."



Escrito por alberto guzik às 11h12
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Cléo e Helena, com quem eu tenho o prazer de contracenar no "Vestido", estão no elenco do filme novo do Mojica, que estréia amanhã




Cléo De Páris e Helena Ignez em cenas de "A Encarnação do Demônio", por André Sigwalt



Escrito por alberto guzik às 11h07
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pode biquini, mas não na grama

caramba, e a mulher que tava tomando banho de sol de biquini no parque em belo horizonte? ela já fazia isso faz tempo, mas nas alamedas do parque. hoje foi tomar sol sobre a grama. só que é proibido pisar na grama lá em bh. os guardas pediram pra ela sair e a biquinuda começou a xingar e ofender. foi presa. cara, o zé simão tem razão. este é o país da piada pronta.

Escrito por alberto guzik às 19h03
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Tipos urbanos

No banheiro do cinema. Estou lavando as mãos. Um cara muito pálido, entre seus 25 e 30 anos, sai de uma das casinhas e vem para a pia. Passa uma água nas mãos. Enxuga. Me chama a atenção pelo figurino. A calça jeans que oscila do azul mais escuro ao mais desbotado, com rasgões estratégicos (?) nos joelhos, é bem justa, grudada no corpo. Uma camiseta sem mangas verde-berrante (põe berrante nisso) exibe uns desenhos que eu não distingo. Ele carrega num dos braços uma jaqueta de náilon com um debrum de pele bem espesso, que destoa do resto do modelito tropical. Tem os cabelos pretos espetados e tingidos de vermelho nas pontas. O tempo que eu lavo as mãos ele fica retocando os cabelos. Puxa um fio pra cima, outro pro lado. Se afasta, observa o resultado no espelho. Volta. Arruma de novo. Não faz a menor diferença o acerto que ele executa. Mas mesmo assim o tempinho que eu fico no banheiro lavando as mãos ele permanece lá, se aproximando do espelho, acertando fios de cabelo, se afastando do espelho, olhando o que fez. Saio e vou tomar um café. Quando estou atravessando o hall do cinema, encontro o tipo do casaco debruado de pele (espero que seja sintética) caminhando para fora do cinema. Em frente de cada vidro que o rapaz passa, ele dá uma paradinha pra examinar sua imagem e arrumar mais uns fios de cabelo. Aff!



Escrito por alberto guzik às 17h16
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raios

não consigo me livrar dessa maldita gripe!

Escrito por alberto guzik às 16h54
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O magistral Baricco

Estou apaixonado pela prosa de Alessandro Baricco. Há dois meses, por indicação do meu livreiro (meu, que mania que a gente tem de falar assim, né?, meu médico, meu dentista, meu padeiro, meu livreiro, como se eles fossem nossos...), comprei "Seda". Foi paixão à primeira vista. Narrativa sucinta, precisa, uma novela, mais que um romance, mas com toda a dimensão de sentidos e profundidades que o romance permite. Uma história sensacional, de um rapaz que no século 19 é mandado para o Japão para comprar bichos-da-seda para tecelagens francesas. Li arrebatado. Agora comprei "Sem Sangue". Também breve, seco, condensado. Uma história de guerras, de vingança. Descrita com uma precisão que a gente pode chamar sem medo de "cirúrgica". Literatura da melhor qualidade. Pensei que pela potência e ousadia da escrita Baricco, que esteve na FLIP deste ano, era um jovem autor. Não tão jovem. Nasceu em 1958. Ou seja, está chegando ao meio da vida. Mas sua escrita é tremendamente jovem. Vigorosa, vibrante, certeira. Corram atrás. "Seda" é o livro de que mais gostei este ano. E parei de ler o livro erudito e longo de Umberto Eco pra devorar "Sem Sangue". Corram atrás. Não vão se arrepender, garanto.



Escrito por alberto guzik às 16h51
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da grande emily dickinson

"perdemos, porque ganhamos - / sabendo disso, os jogadores / lançam seus dados de novo! // a vitória é o bem mais querido / por aqueles que jamais vencem. / para se compreender um néctar, / requer-se necessidade intensa. // ninguém da purpúrea hoste, / que hoje empunhou o estandarte, / oferece da vitória / definição mais cabal / do que o derrotado agonizante, / em cujo ouvido interditado / o distante clangor do triunfo / explode torturante e claro!" (tradução de ivo bender)

Escrito por alberto guzik às 13h26
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Vejam o projeto que começa amanhã. Ninguém ligado em teatro e dramaturgia pode perder

saiu na "folha" esta matéria sobre o projeto organizado pelas dinâmicas escritoras do grupo dramáticas em cena, no qual estão quatro valentes dramaturgas, entre elas marici salomão e bia gonçalves, que integram também o projeto da escola da praça. eu não poderei estar lá porque ainda não tenho o dom de me duplicar e no horário estarei no centro cultural me preparando pra mais uma sessão de "vestido de noiva". mas se pudesse iria pros satyros 1 amanhã, pra acompanhar o ciclo rente feito pão quente.

Ciclo analisa papel da palavra no teatro atual

Reinaldo Montero abre série de debates que vai reunir diretores e autores até setembro "A palavra é apenas um dos recursos cênicos", diz escritor cubano; diretores Antonio Araújo e Rubens Rusche também participam

AUDREY FURLANETO
DA REPORTAGEM LOCAL

Quando recebeu a companhia Os Satyros em Cuba, há pouco mais de um mês, Reinaldo Montero dizia não acreditar em "cena contemporânea" no teatro. Para explicar, citava o exemplo do projeto "Prêt-à-Porter", de Antunes Filho. "Não há nada de novo naquilo.
É o que há de mais antigo no teatro. Mas é o que se vê agora, perfeitamente atual", disse à Folha, em Cuba.
Agora, ele deixou sua Havana para vir a São Paulo a fim de abrir uma série de palestras sobre o texto no teatro contemporâneo. O evento, que começa amanhã com Montero, segue até o dia 3 de setembro, toda quarta-feira, às 21h, com debates no Espaço dos Satyros 1.
O autor cubano, que teve seu texto "Liz", vencedor do prêmio espanhol Fray Luis de León, montado pelos Satyros, diz que, embora seja um dramaturgo, "não se pode ser tão vaidoso". "A palavra é apenas um dos recursos cênicos, nada mais", avalia.
Em seguida, o escritor quase nega o tema de sua palestra ao dizer que "se trata de um falso problema": "Como em determinados momentos se privilegiou o gesto e o movimento, em outras vezes isso se inverteu e a palavra foi privilegiada. Agora, nós chegamos a um momento em que isso se resolveu de alguma maneira".

Língua periférica

Passado o debate sobre o "falso problema", Montero falará sobre a produção do teatro cubano, que, segundo ele, "tem provado uma saúde extraordinária" -apesar de o reconhecimento não ser tão extraordinário, como ele próprio conclui.
"Os cubanos podem escrever uma dramaturgia de muita importância, pelo menos dentro da língua castelhana, que, como o português, é uma língua periférica", afirma o autor, de livros como "As Afinidades".
"O que eu quero dizer é que, se Nelson Rodrigues tivesse escrito em francês, teria sido mais conhecido no mundo todo. Como escreve em português, para o mundo, ele pode até ser um perfeito ignorado."
Além de Montero, estão na programação do ciclo de palestras semanais o pesquisador e autor de "O Parto de Godot", Luiz Fernando Ramos (dia 13); o diretor do Teatro da Vertigem, Antonio Araújo (dia 20); a organizadora do volume "Heiner Müller - O Espanto no Teatro", Ingrid Koudela (dia 27); o diretor de teatro Rubens Rusche (dia 3 de setembro).
Com a programação gratuita, o projeto prevê ainda, para novembro, um workshop sobre técnicas de dramaturgia, no Centro Cultural São Paulo, e a criação de quatro textos com leituras dramáticas pelo Núcleo Dramáticas em Cena.

CICLO DE PALESTRAS - O TEXTO NO TEATRO CONTEMPORÂNEO
Quando: a partir de amanhã até 3 de setembro, às quartas-feiras, 21h
Onde: Espaço dos Satyros 1 (praça Roosevelt, 214; tel. 0/xx/11/ 3258-6345; classificação livre)
Quanto: entrada franca



Escrito por alberto guzik às 21h51
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certas atitudes

atitudes de gente que sempre vira e mexe surge ao redor, gente que eu aplaudi e apoiei em tantos projetos, me deixam completamente pasmo. é o caso de uma figura que vive de imagens, pela qual sempre tive muito carinho. essa figura tem se comportado comigo de um modo que me deixa entre a perplexidade e a raiva. como o ser humano pode ser deselegante e opaco! haja saco pra agüentar isso...

Escrito por alberto guzik às 09h44
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swish...

sobra ainda um pouco de gripe, mas até agora resisto bravamente. tenho um dia cheio de trabalho. e gosto disso.



Escrito por alberto guzik às 09h34
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Fecho do genial texto de Gerald Thomas, ontem na "Folha", sobre a retrospectiva Duchamp no MAM

"Afinal, antigamente as pessoas tomavam ácido. Atualmente só tomam antiácido."

Escrito por alberto guzik às 11h38
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Konstantinos Kaváfis sempre

QUANDO SURGIREM

"Esforça-te, poeta, por retê-las todas, // embora sejam poucas as que se detêm. / As fantasias do teu erotismo. / Põe-nas, semi-ocultas, em meio às tuas frases. / Esforça-te poeta, por guardá-las todas, / quando surgirem no teu cérebro, de noite, / ou no fulgor do meio-dia se mostrarem."



Escrito por alberto guzik às 10h39
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e tudo recomeça, apesar da gripe

a danada da gripe ainda não foi embora de todo, mas é bom que vá de uma vez. pois hoje toda a minha rotina volta ao normal. retomo as aulas esta tarde. não quero saber de merenda nem de mclanche feliz. só quero estar bem. tive uma noite razoável de descanso, me encontro medicado e espero estar em forma pra encarar oito horas de aula. dionísio haverá ajudar. evoé!

Escrito por alberto guzik às 10h33
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Efeito da gripe

Agora não foi o livro novo que se afastou de mim. Eu é que me distanciei dele. Há três dias não consigo abrir o arquivo, ou se abro não escrevo nada. Minha cabeça está cheia de algodão. Mas o livro está vivo, pulsando, apenas aguardando a minha volta. Ele não perde por esperar. E agora tchau, que vou pro teatro.

Escrito por alberto guzik às 18h35
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Pod Minoga

Vou postar aqui nos próximos dias texto que escrevi para o livro organizado por Sílvia Fernandes, "Pod Minoga Studio: A Arte de Brincar no Palco sem Pedir Licença". O Pod Minoga, pra quem não sabe, foi um dos grupos fundamentais da contracultura dos anos 70, e, comandado pelas mãos e pela imaginação de Naum Alves de Souza, promoveu pequenas revoluções estéticas e lançou um monte de gente talentosa, como Carlos Moreno, Mira Haar, Flávio de Souza. O Pod Minoga está sendo lembrado e celebrado numa exposição muito bonita e envolvente no Sesc Pompéia, que teve curadoria de Carlos Moreno. E hoje o livro foi lançado lá. Por conta da gripe e do espetáculo que vou fazer já já, não pude ir ao lançamento. Mas vejam a mostra e comprem o livro. Descubram ou redescubram o que foi o Pod Minoga. Quanto mais penso neles mais acho que eram muito modernos num tempo muito careta. Mas a herança que deixaram está aí.



Escrito por alberto guzik às 18h34
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joguinhos de palavrinhas

passeio?

passei-o.



Escrito por alberto guzik às 18h10
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Lembranças do Continental

É sempre pela garganta que começam todas as minhas gripes e resfriados. A primeira a incomodar e se inflamar, e a última a voltar pros eixos. Resultado de décadas de cigarro. Comecei a fumar quando estava com 15 anos. Parei de fumar aos 52. Meus pulmões estão limpos. Tive sorte. Mas minha garganta, da qual depende minha subsistência (como ator e professor eu trabalho com a voz), ficou afetada para sempre. E o que me deixa mais triste é ver adolescentes fumando. Meus amigos agultos que fumam sabem o que estão fazendo. Os adolescentes não sabem. Estão macaquenado. Como eu macaqueei meu pai, que fumava Continental. Recordo da sensação do primeiro cigarro que fumei. Nem gostei. Mas, idiota, insisti até me viciar. Continental... Lembro até hoje da estampa da carteira de venenos enroladinhos em papel branco. Foi pelo Continental que eu comecei. Quando parei estava no Free Light. Malditos cigarros.

Escrito por alberto guzik às 09h30
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água

gente, choveu! de madrugada. já parou. mas choveu. o ar está mais limpo. acordei tossindo muito, mas feliz. pena que a chuva já passou. nem chuvisco ficou. tomara que ela volte!



Escrito por alberto guzik às 09h22
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